As repercussões para o clima e a temperatura da Terra de atividades como a queima de combustíveis fósseis, o abate das florestas e a criação de gado são cada vez maiores.
As enormes quantidades de gases com efeito de estufa resultantes dessas atividades vêm juntar-se às quantidades naturalmente presentes na atmosfera, reforçando o efeito de estufa e o aquecimento do planeta.
Aquecimento do planeta
A década de 2015 a 2024 foi a mais quente alguma vez registada, tendo a temperatura média mundial atingido, em 2024, 1,55 °C acima dos níveis pré-industriais. O aquecimento do planeta induzido pelo homem aumenta atualmente à taxa de 0,25 °C por década.
Um aumento de 2 °C em relação às temperaturas da época pré-industrial tem um impacto negativo considerável no ambiente natural e na saúde e bem-estar humanos, representando um risco muito mais elevado de ocorrerem alterações ambientais perigosas — e, eventualmente, catastróficas — a nível mundial.
Por este motivo, a comunidade internacional reconheceu a necessidade de manter o aquecimento global abaixo dos 2 °C e de envidar esforços para o limitar a 1,5 °C.
Gases com efeito de estufa

A principal causa das alterações climáticas é o efeito de estufa. Alguns gases presentes na atmosfera terrestre funcionam como as paredes de vidro de uma estufa, retendo o calor do sol e impedindo-o de escapar para o espaço, o que contribui para o aquecimento do planeta.
Muitos destes gases estão naturalmente presentes na atmosfera, mas as atividades humanas estão a causar um aumento das concentrações de alguns gases, nomeadamente de:
- dióxido de carbono (CO2)
- metano
- óxido nitroso
- gases fluorados
O CO 2 resultante das atividades humanas é o principal responsável pelo aquecimento do planeta. Em 2023, a sua concentração na atmosfera tinha aumentado para 51 % acima do nível registado na era pré-industrial (anterior a 1750).
As atividades humanas produzem outros gases com efeito de estufa, embora em menores quantidades. O metano é um gás com efeito de estufa mais potente do que o CO 2, mas o seu ciclo de vida na atmosfera é mais curto. O óxido nitroso é, tal como o CO 2, um gás com efeito de estufa de ciclo de vida longo, que se acumula na atmosfera durante décadas ou mesmo séculos. Além dos gases com efeito de estufa, existem outros poluentes (por exemplo, aerossóis como a fuligem) que têm efeitos de aquecimento e de arrefecimento diferentes e que estão associados também a outras questões, como a má qualidade do ar.
Estima-se que as causas naturais — como as alterações da irradiação solar ou da atividade vulcânica — tenham contribuído com menos de 0,1 °C para o aquecimento total registado entre 1850 e 2019.
Causas do aumento das emissões

- Queima de carvão, petróleo ou gás — produz dióxido de carbono e óxido nitroso.
- Abate de florestas (desflorestação) — as árvores ajudam a regular o clima absorvendo o CO2 presente na atmosfera. Quando são abatidas, esse efeito benéfico desaparece e o carbono armazenado nas árvores é libertado para a atmosfera, reforçando o efeito de estufa.
- Aumento da atividade pecuária — a digestão dos alimentos ingeridos pelo gado bovino e caprino produz grandes quantidades de metano.
- Fertilizantes que contêm azoto — produzem emissões de óxido nitroso.
- Gases fluorados — são emitidos pelo equipamento e produtos que os utilizam. Têm um efeito de aquecimento muito acentuado, que chega a ser 23 000 vezes superior ao do CO 2.
Combater as alterações climáticas
Uma vez que cada tonelada de CO 2 emitida contribui para o aquecimento do planeta, qualquer redução das emissões contribui para o seu abrandamento. Para travar completamente o aquecimento do planeta, é necessário alcançar um nível nulo de emissões líquidas de CO 2 em todo o mundo. Além disso, a redução das emissões de outros gases com efeito de estufa, como o metano, pode também ter um efeito significativo no abrandamento do aquecimento do planeta, especialmente a curto prazo.
As consequências das alterações climáticas são extremamente graves e afetam muitos aspetos da nossa vida. Tanto o combate às alterações climáticas como a adaptação a um mundo cada vez mais quente são prioridades da UE. Precisamos de tomar medidas já. Saiba o que faz a UE para combater a crise climática.